domingo, 11 de julho de 2010

"Ser Pensante!" ( Capitulo I ) / Renato

Sempre tive sonhos, nem sempre foram sonhos, as vezes vinham disfarçados de pesadelos, pronunciavam vozes que eu não podia decifrar, faziam coisas que eu não considerava, ou me premeditavam meu fim. Tudo isto acontecia com meus olhos fechados, em sono profundo, não tão profundo que não pudesse ser despertado pela fúria que eles despertavam, sim, os sonhos. Madrugadas silenciosas gelavam com vozes que partiam do mais subconsciente existido em um lugar desconhecido dos limites conhecidos por quem quer que seja. E sempre tentei entender tudo, cada palavra, cada gesto, cada sinal... e nada fazia-se entender, um enigma surgia em cada nova tentativa de descoberta. E assim cheguei a conclusão de que não adianta tentar entender. Se perde tempo. Se perde vida. Se perde tudo que se deseja encontrar. E tento ainda achar um caminho pra sair de onde estou, sem saber ao certo onde estou, e fecho os olhos para encontrar esse caminho, e vejo apenas escuridão, não existe mais sonhos, não existe mais esperança, até a luz do fim do túnel se fez apagada com a obscuridade que raiava no fim. E no limite do pensamento, penso no louco, sim, ou seja, na loucura que existe em mim, baseada na stória do louco, “O Louco Ilusionista Do Pensamento imaginário”:

Uma porta se abriu no imaginário pensamento de um louco ilusionista
Talvez seria um caminho ou uma resposta lhe dizendo: por favor não desista
Já cansado de tanto lutar e nada conseguir neste mundo tão injusto
Viu seu sangue derramar como suor e tudo a seu próprio custo
Nunca soube entender o que se passa na mente e na cabeça dos outros
E porque aqueles que querem fazer tudo certo são chamados de loucos
Procurou em vão uma razão pra compreender todos estes pensamentos
Quando percebeu que suas vontades e seus sonhos se perderam no tempo
Havia ainda um motivo para crer que tudo isto um dia iria mudar
Bastava acreditar em si próprio para esquecer tudo e não se entregar
Nos caminhos da ilusão encontrou seu lugar e sua própria vida
Imaginando tudo trouxe de volta a esperança que há tempos estava perdida
E mesmo assim ainda faltava algo pra que pudesse ainda encontrar tudo
As respostas, as razoes, os sentidos e porque seu pensamento era mudo
Procurando incansavelmente, até o fim, o porque que isto acontecia
O que era aquilo que o entorpecia, confundia, enlouquecia, dia após dia
Parecia que era tarde pra compreender tudo e apostar que iria conseguir
Parecia que era a hora de dizer um basta pra isto tudo e enfim desistir
Mas o medo, covardia ou vontade insistia em continuar tentando
Engolindo tudo a seco, já não sabia mais se estava certo ou estava errando
Eram dois mundos diferentes separados pelo lado de dentro e o de fora
Da porta pra dentro seguia em frente, o outro lado dizia pra ir embora
As vezes toda força já tinha se ido, nem ódio mais dava pra sentir
Talvez fosse a vontade de viver e não sair jamais daqui
Perturbado e já sem esperança, mesmo assim tentando ir em frente
Procurando sempre ser igual, mesmo que se sentindo sempre diferente
''O que estás fazendo aqui? Ó louco ilusionista do pensamento imaginário
Mais uma vez perdido entre rimas que só existem no seu dicionário''


E volto de onde parei, de onde não consegui ir alem, de onde adormeci. E para muitas pessoas, sonhos não dizem nada, vozes estranhas não dizem nada, obscuridade não lhe diz nada. E para muitos sua própria voz lhe diz tudo, tudo o que precisa é de si. Tudo bem, eu não posso discordar desse pensamento, não posso fugir da realidade, não posso questionar as regras de cada um, enfim, não posso ser quem não sou, nem desejo, nem procuro, nem quero... apenas quero basear minha loucura em mim mesmo, seguir sonhando, seguir minhas ilusões, como se fossem musicas, como um sonoro despertar em alguma mente perdida, bem como eu sinto a sonoridade das palavras gritadas com ódio aos meus ouvidos, nas musicas que ouço, nas musicas que procuro, nas musicas que faço... e assim penso demais, escrevo demais, e faço demenos... sigo a voz trancafiada em mim, que diz assim:

Exploda minha cabeça com um tiro antes que eu mesmo faça
Aí será pior, vou caminhar rumo ao inferno
Vou rastejar nas profundezas queimando sem perdão
E minha alma queimará pra sempre no fogo eterno

E meus olhos verão todo o ódio que existe no mundo
E desaguarão como um rio perante a minha dor
E no dia que a morte não for o fim da vida
Chorarei por não ter morrido pela primeira vez

E quando meu erro se tornar em meu maior medo
Meu segredo de viver sem sentido será revelado
E por mais que eu tentar negar, não conseguirei esconder
O meu medo de errar em abismos do passado

No silencio de noites escuras eu ainda vou caminhar
Como se fosse uma sombra seguindo uma alma perdida
Como se sombras existissem em plena escuridão
Ou como se a escuridão revelasse os segredos da vida!


E fecho os olhos novamente, não para dormir, mas sim para procurar mais uma resposta, uma resposta para tudo, porem só vejo a escuridão, não vejo mais nada... escuto algo, sim, e vejo também, alem da escuridão, voltando ao meu real mundo, saindo da ilusão que me conduzia aonde eu queria estar, e saindo do meu estado de “ser pensante”, me reconheço em meu quarto assistindo um dvd do Slipknot, servindo como trilha sonora para meu pensamento de ódio ao que me faz seguir, relembrando meu estado de basear minhas idéias em ideologias criadas através da sonoridade que chega até mim, sim, o som me conduz, como em uma musica da banda Level Nine que diz assim: “eu prefiro me desafiar e ter escolhas!”.

Se interessar a alguém, Level Nine será a influencia do segundo capitulo da serie “Ser Pensante!”, alias, deixei-me explicar este termo; “Ser Pensante!” é um vulgo que foi atribuído a mim, há alguns dias atrás. Seu criador não soube explicar ao certo sua definição, porem deixou a entender que foi atribuído pela minha característica de pensar demais e pouco por em pratica meus pensamentos. Pois bem, estou de acordo. Sou um “Ser Pensante”, não nego, afinal já escrevi isto em uma de minhas musicas, e ela diz assim: “Por quantas vezes eu tentei mudar, preso a palavras no pensamento, que nunca saíram de mim, e tudo isto enfim, perdeu-se no tempo!”. Quem diria, eu, um “Ser Pensante!”. O pensamento também pode chegar ao fim. Até breve!!!

by: Renato

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Dor!!!

Dor? Todo mundo sente! Você se corta e sente Dor! Você machuca uma parte de seu corpo e sente Dor! Você fica doente e sente Dor! O dente cariou e você sente Dor!... De ouvido, de garganta, de barriga, de cansaço, todo mundo sente Dor!
Mas quando você não se corta, não se machuca, não fica doente, não tem dente cariado. Nem de ouvido, nem de garganta, nem de barriga, nem de cansaço, não existe Dor externa, você esta bem fisicamente e mesmo assim a Dor toma conta de você, o que você faz? O que acontece com você quando a Dor é internamente? Ela esta dentro de você e você não sabe como ela chegou até ali? De onde vem toda esta Dor e como fazer pra que ela vá embora? Talvez você nunca tenha sentido esta Dor interna que dói muito mais do que qualquer corte, que qualquer machucado, que qualquer dente, que qualquer coisa que possa te fazer sentir Dor externa. E quando a Dor se torna em Ódio? Você estaria preparado para isto? Seria capaz de administrar a Dor? Não deixar que ela levasse sua vida para um desfecho final?

Ela esta aqui, desde o sempre, desde que eu aprendi a ser responsável pelas minhas atitudes, desde que eu aprendi a renegar um sorriso por acreditar que ele mais tarde me faria sentir uma Dor mais forte ainda.

Ela chega em momentos simples do nosso cotidiano, chega com promessas de amor eterno, ou de amizade eterna. Passa o tempo e percebemos que a eternidade durou o quanto fomos útil para o viver dele(a)s. Encontramos alguém que parece-nos que ira completar completamente nosso mundinho. Alimentamos uma idéia que sempre estarão ao nosso lado, nos entendendo, nos ajudando, nos mostrando o caminho certo a seguir. Tem gostos parecidos, falam o queremos ouvir, escutam o que temos a dizer. Baseado nisto entregamos nossos sonhos e nossas palavras secretas a este alguém, e este alguém simplesmente usa nossas palavras pra alimentar seu ego. Com o tempo nos mostram o caminho certo para chegar ao nosso fim. Descobrem tudo o que sentimos de verdade e nos abandonam, e este abandono se transforma em apenas uma única palavra: Dor!!! E é esta mesma Dor que às vezes se torna incurável, simplesmente por ela se tornar em ódio, por ela não deixar você buscar um caminho diferente, algo melhor pra poder viver como um “normal”.

“Tudo é Dor, e toda Dor vem do desejo de não sentirmos Dor!!!”

Minha intenção, a principio, neste post era falar sobre “musica pra aliviar a Dor”... e lembrando desta palavra e lembrando de musicas, alem das minhas, eu lembrei da Legião Urbana, e essa frase ai de cima fala muito por si própria. Toda dor que existe em você vem de apenas você mesmo, não culpe ninguém, alem do destino.
Mas falando em musica, mais um trecho de uma musica da Legião, Clarisse:

“E a Dor é menor do que parece
Quando ela se corta ela se esquece
Que é impossível ter da vida calma e força
Viver em Dor, o que ninguém entende
Tentar ser forte a todo e cada amanhecer.”


A Dor interior esta em todos os lugares onde não existe atenção, onde não existe reconhecimento dos sentimentos, onde o amor foi trocado pelo status, onde a vida real é baseada em imagem, poder e individualismo... E pra concretizar meu pensamento de “musica pra aliviar a dor” deixo um trecho de uma musica minha, por titulo de “Meu Mundo Entre Quatro Paredes”

“O meu mundo entre quatro paredes
Que todo mundo sempre ignorou
Em muitas vezes teve que guardar
Em silencio toda minha Dor!!!!”

Renato!!!!!!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Hoje Eu Percebi

Pra início de conversa, este texto foi escrito no dia 11 de Outubro de 2009.

Perceber as coisas é algo que considero muito importante.
Eu procuro evitar ao máximo magoar as pessoas que estão ao meu redor, mas cada vez mais existem menos pessoas ao meu redor. Acho que todos gostam um pouco de sofrer, de surtarem e depois da explosão, vem aquele sentimento de alívio que parece elevar o espírito do ser humano a alturas jamais imagináveis. E como é bom sentir-se com o ego elevado,não?!
Minha capacidade de percepção felizmente já consegue distinguir o que é certo e errado, o que é bom ou ruim, para mim para os outros. Percebo muita coisa errada e aparentemente sem solução, e isso é triste.
Fala sério, isso aqui tá parecendo mais uma história do site vidademerda.com com um pouco mais de caracteres. Não estou reclamando, nem lamentando, apenas acho engraçado e um pouco triste então gostaria de "jogar isso pra fora". Estas coisas fazem eu me sentir um frustrado. Mas e como não se sentir-se frustrado quando o mundo parece estar todo contra você?! É duro pois tenho batalhado e dado o meu melhor em tudo que tenho feito. Então seria bom uma recompensa de vez em quando. RECONHECIMENTO é a palavra certa.
A pior coisa que pode existir na vida de uma pessoa é fazer sempre o certo e não receber nada em troca, é frustrante. Um primo meu sempre teve as melhores soluções para este tipo de situação. Só que agora nada parece fazer sentido.
Eu já cansei de ser esse cara bonzinho e sempre apanhar da vida. Agora tenho agido diferente, faço o que é bom pra mim sem pensar mais nas consequências. Sei que ainda vou sofrer muito por ser assim mas acredito que quanto maiores forem as dificuldades, maiores serão o valores adquiridos das lições tiradas.Esta é a minha atitude. Sofrer faz parte da minha vida, tá no sangue. Prefiro pensar na morte e nas tristezas que ainda estão por vir, assim dou mais valor aos poucos momentos de felicidade. É assim que eu sou, um poço de escuridão onde ninguém deseja entrar. Tá explicado porquê estou sozinho.
O que eu tenho percebido há tempos é que todos dão um valor absurdo para a vida, possuem um medo ignorante de morrer e fazem qualquer coisa para não precisarem pensar nessa que é a maior certeza da vida: a morte. Eu sou ainda mais diferente nesse aspecto. Eu não dou o mínimo valor para a minha vida, tanto faz sabe?! Se tiver que morrer, que seja antes daqueles que amo. Sabe esse "tesão" que vocês têm pela vida? Pois é, eu não tenho. Não tenho o mínimo gosto pela vida, assim como não tenho medo de levar um tiro, mas é claro, gostaria de morrer como herói, assim como todo mundo. É bom pro ego. Tem uma frase bem apropriada para isto: ou você morre como herói ou vive o bastante para vê-lo tornar-se vilão. Batman,o Cavaleiro das Trevas é bom demais. Pra mim tanto faz estar vivo ou morto. A verdade é que eu não faria a menor falta pro mundo e sinceramente, sei que pouquíssimos sentiriam a minha ausência, já que sou sozinho demais. Ninguém sabe o que se passa na minha cabeça, os meus sonhos, objetivos, ninguém sabe. Eu não permito a ninguém chegar tão longe dentro de mim assim.
Na maioria das vezes eu preferia estar morto ou simplesmente sumir. O suicídio sempre foi algo que almejei, mas nunca tive coragem de cometê-lo, sou covarde demais para isso. Invejo o Kurt Cobain, o Heath Ledger e os que tiveram esta coragem, ou covardia. Eu sou um cagão.

Hoje eu percebi uma porção de coisas que sinceramente não fazem a menor diferença na minha vida.


Feliz ANO NOVO ao pessoal que FEZ ACONTECER no ano de 2009.
Obrigado pelo apoio.
ABRAÇO!

Escolhi esse clipe pois tem muito a ver com o assunto que eu escrevi, então aproveite e curta:

Reação em Cadeia - Nunca Me Deixe Só

terça-feira, 3 de novembro de 2009

USE YOUR ILLUSION

Seguindo na linha de raciocino do Robson, digo que o mundo é injusto mesmo, não sei se seria o mundo a direção certa para direcionar este termo, acho que tudo que se encaixa nele, ou quase tudo, tem sua parcela de culpa para a vida ser tão entediada assim para algumas pessoas. E geralmente são pessoas de bem, que não proliferam a maldade, que buscam sempre o bem geral para com aqueles que fazem parte da sua vida. Há tempos tenho tentado entender o porquê que tem tanta gente com más intenções rodeando agente. Pessoas que apenas se importam com o seu próprio bem estar, não pensam nas conseqüências que suas atitudes geram. Uma simples palavra pode acabar com o dia de alguém, talvez com a vida. Um gesto de desprezo ou falta de atenção pode ferir irreversivelmente a alma de uma pessoa. Pode ser ai que passa a fazer parte de si o ódio, que se não houver um certo controle pode acabar com sonhos, planos, futuro, vida... Este é só um ponto de vista meu acerca deste assunto, já que não o considero mais assim tão importante, e digo isso apenas por mim mesmo, entendo que este é realmente um obstáculo para muitas pessoas, o qual eu consegui superar depois de tudo que passei. Acredito que, pra mim, o sonhar é o mais importante na vida, pois se ainda existe sonho, ainda existe esperança, motivação, algo para se buscar, conforme o Robson citou no seu texto, quando acaba a esperança, nada mais faz sentido. Em uma de minhas canções eu friso justamente isto, q diz: “Não leve a vida tão a serio/ ela não vale apena/ sofrer por coisas tão banais/ e inventar todos os seus problemas/ não vai tirar você da escuridão/ baseie sua vida em sonhos e tente viver na ilusão!” E é isto que tenho tentado fazer, criando e recriando sonhos, mesmo que a realidade me jogue no chão ao final, mas já aprendi bem as regras do jogo. Acho que é isto, vivendo de ilusões sem tirar os olhos da realidade.

By: Renato

domingo, 25 de outubro de 2009

WHEN THE HOPE IS GONE



Me pego pensando em cada coisa as vezes que sinto que sou diferente. Mas não simplesmente diferente, há uma série de coisas que me levam a pensar isto. Nada é fácil quando se está na minha pele. Mas não peço que sintam pena, apenas gosto de escrever sobre isso e dou valor às essas coisas.
O mundo gira, as pessoas nascem e vivem num mundo capitalista de merda e superficial pra caralho, fora os individualismos, mentem umas às outras, fazem coisas erradas e impunes, amam e juram amores eternos(que às vezes duram poucas semanas) mas no final todos nós sabemos qual vai ser o nosso destino final. O que vale no fim são as heranças deixadas. Se todos pensassem nessa coisas, se todos ao menos parassem pra pensar, talvez o mundo fosse um pouco melhor. Juras de amor eterno, por exemplo, só satisfazem o ego das pessoas. Essa coisa só aumenta a utopia de que o amor traz felicidade, Pode até trazer, mas traz muito mais tempo perdido, fora que quando estamos "amando" ficamos completamente cegos para a maioria das coisas do mundo e das pessoas ao nosso redor. Experiência negativa é valida? Desconfio muito desses pressupostos. Quanta gente repete os erros, sabe bem que errou uma vez e continua a cometer o mesmo erro, ferindo a pessoa que se diz amar?! Mas as coisas são assim, o mundo é injusto mesmo. Todos iremos morrer e isso parece ser tão normal pra mim.
E que diferença faz sermos bons ou maus se o mundo em que vivemos é injusto ?! E não me venha dizer que alguém divino irá fazer algo por nós porque definitivamente não vai. Eu não sou tão inocente assim pra acreditar nisso.
Mas uma coisa é certa, quando a esperança vai embora, o que nos resta fazer é apenas segurarmos em nossas próprias vidas. Sem esperanças, não há luz, não há amor nenhum, não há vida, apenas escuridão. É perder aquela grande motivação ao ouvir uma única palavra. Você é um fracassado quando perde as esperanças. Então não espere uma crise para descobrir o que é prioridade em sua vida.
Talvez tenha até me contradito em alguma coisa mas eu tento ser o mais claro possível no que escrevo.
Não há porque desistir, o sonho não acabou.
Valeu!

Robson Braga da Rosa! 25 de outubro de 2009.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Um pouco da minha história - The Beginning Of It All

Em 1987 eu nasci, mas minhas primeiras lembranças são do início da década de 90.O que mais marcou a minha vida até os meus 5 anos foram as diversas idas com a minha mãe ao Pronto-Socorro(Hospital de Clínicas) de Pelotas. Eu tinha muita dor de garganta,febre e vários problemas respiratórios. Muitos destes problemas são graças a um desvio de septo nasal que possuo até os dias de hoje. Foram tantas as nebulizações no corredores e filas intermináveis para conseguir atendimento.
Lembro também de passar uma boa parte do tempo na rodoviária com a minha mãe que trabalhava na lancheria da minha tia, e em casa com a minha vó. Na rodoviária, eu vivia enchendo o saco da minha mãe e dos taxistas que incrivelmente gostavam da minha companhia. Em casa, minha vó sofria por eu ser tão chato para alimentação e viciado em porcarias.
Aprendi a ler/escrever com 4 anos, sozinho. Olhava figuras, letras e tentava fazer igual(copiar), assim que fui aprendendo já que minha vó era analfabeta. Ainda lembro de me questionar qual o significado do "i" de cabeça para baixo nos finais de frases ou palavras. Odiava os pontos de exclamação.
Com 5 anos me colocaram no colégio. No primeiro dia de aula não consegui assistir pois a escola era uma bagunça total. No segundo dia, minha mãe me levou novamente para a escola e depois de chorar muito, deixei ela ir trabalhar e fiquei na aula. Não gostei nada da ideia de passar a manhã inteira com pessoas desconhecidas. Sempre fui uma criança tímida e solitária. Dificilmente brincava com alguém, e se brincasse, era com crianças bem maiores do que eu, como meus primos Edevaldo e Belisa. Jogávamos um inesquecível "tampinhobol" no saguão da rodoviária e a minha felicidade era quando meu primo me colocava sobre os seus ombros e saía cantando: "a taça do mundo é nossa." Eu era a taça, no caso. No terceiro dia de colégio, de novo foi uma choradeira e eu não queria de jeito nenhum me separar da minha mãe. Eu chorava, xingava, gritava e até colocava sangue pelo nariz de tanto nervosismo. Apesar de tudo, eu fiquei na escola e minha mãe foi trabalhar. Logo em seguida não me aguentei de stress e minha vó teve que ir me buscar. Nos outros dois dias da semana eu berrei tanto que resolveram me tirar da escola. Acabei por passar aquele ano todo indo para a rodoviária com a minha mãe ou ficando em casa com a vó.
Gostaria mesmo é de ter mais lembranças do meu pai. Que falta ele fez na minha infância. E como fez na adolescência e como faz agora. Certa vez meu pai apareceu lá em casa (aqui, no caso) com um "cãozinho" novo pois o nosso outro cão, o Tarzan(um pastor alemão capa-preta), estava meio velho. Acontece que o cãozinho era um boxer que odiava crianças e qualquer coisa que se mexesse na frente dele. Mas eu adorava brincar brincar no pátio, então meu pai se viu obrigado a abandoná-lo. Lembro até hoje do pai tendo que dispensar o animal na Av Caruccio. Meu pai trabalhou muito tempo como motorista de ônibus e caminhão. Eu adorava quando ele aparecia lá em casa com o caminhão e eu ficava fuçando em tudo que tinha na cabine. Lembro das palancas do câmbio de marcha que ele seguido trocava. Morri de medo quando ele apareceu com uma que tinha uma aranha dentro. Achava sinistro.
Há pouco tempo eu resolvi "estudar" um pouco mais da vida do meu pai. Meu tio me contou que foi lá em casa com a minha ta e quando chegou, lá estava eu (bebê) de pernas para o alto, todo sujo com o meu pai tentando trocar as minhas fraldas. O tio Aldo falou que meu pai estava todo atrapalhado e falou em voz alta: -"Olha aqui Aldo, esse negão tá todo cagado!". Só de imaginar a cena me dá muita vontade de rir.
Infelizmente meus pais não se davam muito bem e resolveram se separar após muitas brigas e discussões. Foi uma época muito difícil pra mim. Era muito raro os casais se separarem naquela época e eu tive que viver sem paipelo resto da minha infância.
Minha mãe teve que segurar a barra e tentava frustradamente exercer os dois paéis, o que era impossível. Ela tratou logo de arrumar um padrasto para mim e para meu irmão. Sofri muito tempo calado.
Dói muito ter que trazer essas lembranças à tona. Essas são com certeza uma das cicatrizes que jamais curaram em mim. Mas não há de ser nada, sigo minha batalha e só carrego comigo as lições que tirei de cada dificuldade. E não foram poucas.
Vou ficando por aqui, outra hora eu continuo a história. Obrigado pela atenção. Espero que curtam o vídeo, escolhi de coração. Foi! Abraços
Robson Braga da Rosa

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

12 coisas que odeio em você / Renato

By: Renato

Dia desses eu me lembrei de um filme que vi há alguns anos atrás. Certamente muitos já o viram também. Fiz algum esforço pra lembrar-me de algumas palavras que continham nele, mas foi em vão. Porem fui atrás e consegui encontrar na internet. O filme é “10 coisas que eu odeio em você”.

“”Odeio o seu jeito de falar
“”E o seu cabelo sem corte
“”Odeio como dirige o meu carro
“”E odeio como fica a me olhar

“”Odeio tuas botas de combate
“”E como lê a minha mente
“”Te odeio tanto que isso me abate
“”E até me leva a rimar

“”Odeio por sempre ter razão
“”Odeio quando mente
“”Odeio quando me faz rir
“”E mais ainda quando me faz chorar

“”Odeio quando não esta perto
“”E quando não me liga
“”Mas mais que tudo, odeio o modo como não te odeio;
“”nem um pouco, nem por um segundo, nem nada


E lembrei-me deste filme ao reler algo que escrevi também há certo tempo atrás. Certamente influenciado por este filme, e que na verdade se tornou “12 coisas que eu odeio em você”.

“Eu odeio aquele velho beijo
Que você nunca me deu
Eu odeio aquele seu abraço
Que nunca me aqueceu
Eu odeio as suas palavras
Quando você não esta comigo
Eu odeio quando você fala
Que sempre seremos “apenas” amigos!

Eu odeio quando não estas aqui
Em cada noite que estou só
Eu odeio ter que olhar seu retrato
Pois ele não me deixa melhor
Eu odeio as lagrimas que caem
Dos meus olhos quando penso em você
E eu odeio toda vez que tento
E não consigo te esquecer

Eu odeio toda vez que você
Some da minha vida derepente
Eu odeio ter que pensar
Que te esquecerei para sempre
E eu odeio quando você volta
Com um sorriso quando me vê
Mas odeio mais ainda ter que falar
Que não consigo odiar você!!!”


Bom, é isso por hoje!!!!!!!!!!